Ele já factura. Ariza Makukula foi o
autor do golo com que o Benfica derrotou esta quarta-feira à
noite o Nuremberga, dando fortes esperanças ao conjunto
“encarnado” tendo em vista a qualificação
para os oitavos-de-final da Taça UEFA.
Um tiro contra a contenção alemã
Actuando de início com Cardozo e Makukula lado a lado na frente de ataque, o Benfica revelou algumas dificuldades, desde os momentos iniciais, para encostar os alemães (equipa agressiva e extremamente concentrada a defender, apostando no futebol directo para o gigante Koller na frente de ataque) à sua área. Razão, pois, tinha Camacho quando defendeu que nem todos os problemas se resolvem com o recurso a mais do que um ponta-de-lança. É certo que todos os jogadores do Benfica lutaram enormidades, revelando uma atitude guerreira, mas os alemães conseguiram equilibrar os acontecimentos ao longo de largos minutos, o que deixou em aberto o desenvolvimento da partida.
Quer actuando pelas alas (onde Rodriguez e Nuno Assis trocaram em diversas ocasiões) ou recorrendo ao futebol directo para os dois fortes avançados, o Benfica não se mostrou muito feliz na criação de oportunidades de golo. Melhorou a equipa quando Makukula começou a recuar cerca de 10/15 metros no terreno para, entre linhas, ajudar Rui Costa e Petit (de regresso) na descoberta de espaços onde fazer a diferença. E foi dessa forma que o internacional luso levou a Luz ao rubro, estreando-se a marcar ao serviço do Glorioso. Claro está, um golo com a marca de Rui Costa que, após um belo slalom, desmarcou o avançado e este, a 25 metros da baliza, atirou forte para uma defesa incompleta do guarda-redes do Nuremberga que acabou por ver a bola aninhar-se no fundo das redes. Apesar da relativa culpa do guardião, destaquem-se a visão de jogo de Rui Costa e a potência de remate de Makukula.
Mais e melhor Benfica
Num jogo que primou pelo equilíbrio e em que o Nuremberga conseguiu conter parte das intenções atacantes do Benfica, acabou por não causar motivos de estranheza que a segunda parte ficasse refém das ansiadas oportunidades de golo. No entanto, foi notória a melhoria do Benfica, sem dúvida mais senhor do jogo, conseguindo jogar no meio-campo adversário e aproveitando de melhor forma a qualidade técnica dos seus jogadores, mercê de constantes triangulações nas várias zonas do segundo terço do campo. Pena foi que no terço final o Nuremberga não tenha dado espaços, negando quase sempre o último remate, o que levou os benfiquistas a testarem em diversas ocasiões o remate de longe.
O lance que causou maior adrenalina nas bancadas acabou por surgir a meio da segunda parte quando Di María – que entrara entretanto – foi desmarcado por Makukula e centrou rasteiro para Nuno Assis ficar a uma unha negra do remate fatal. Pena a excelência do corte do central alemão. Apesar de um assomo final do Nuremberga, a defesa do Benfica revelou muita concentração (Luisão em grande destaque), tendo Quim evitado mesmo, com uma bela defesa, uma desilusão à beira do fim. Feitas as contas de um jogo pragmático, o Benfica garantiu uma importante vitória e não sofreu golos em casa, o que lhe dá boas expectativas para a conclusão da eliminatória, que decorrerá dentro de uma semana em Nuremberga.
Texto: André Serafim
Um tiro contra a contenção alemã
Actuando de início com Cardozo e Makukula lado a lado na frente de ataque, o Benfica revelou algumas dificuldades, desde os momentos iniciais, para encostar os alemães (equipa agressiva e extremamente concentrada a defender, apostando no futebol directo para o gigante Koller na frente de ataque) à sua área. Razão, pois, tinha Camacho quando defendeu que nem todos os problemas se resolvem com o recurso a mais do que um ponta-de-lança. É certo que todos os jogadores do Benfica lutaram enormidades, revelando uma atitude guerreira, mas os alemães conseguiram equilibrar os acontecimentos ao longo de largos minutos, o que deixou em aberto o desenvolvimento da partida.
Quer actuando pelas alas (onde Rodriguez e Nuno Assis trocaram em diversas ocasiões) ou recorrendo ao futebol directo para os dois fortes avançados, o Benfica não se mostrou muito feliz na criação de oportunidades de golo. Melhorou a equipa quando Makukula começou a recuar cerca de 10/15 metros no terreno para, entre linhas, ajudar Rui Costa e Petit (de regresso) na descoberta de espaços onde fazer a diferença. E foi dessa forma que o internacional luso levou a Luz ao rubro, estreando-se a marcar ao serviço do Glorioso. Claro está, um golo com a marca de Rui Costa que, após um belo slalom, desmarcou o avançado e este, a 25 metros da baliza, atirou forte para uma defesa incompleta do guarda-redes do Nuremberga que acabou por ver a bola aninhar-se no fundo das redes. Apesar da relativa culpa do guardião, destaquem-se a visão de jogo de Rui Costa e a potência de remate de Makukula.
Mais e melhor Benfica
Num jogo que primou pelo equilíbrio e em que o Nuremberga conseguiu conter parte das intenções atacantes do Benfica, acabou por não causar motivos de estranheza que a segunda parte ficasse refém das ansiadas oportunidades de golo. No entanto, foi notória a melhoria do Benfica, sem dúvida mais senhor do jogo, conseguindo jogar no meio-campo adversário e aproveitando de melhor forma a qualidade técnica dos seus jogadores, mercê de constantes triangulações nas várias zonas do segundo terço do campo. Pena foi que no terço final o Nuremberga não tenha dado espaços, negando quase sempre o último remate, o que levou os benfiquistas a testarem em diversas ocasiões o remate de longe.
O lance que causou maior adrenalina nas bancadas acabou por surgir a meio da segunda parte quando Di María – que entrara entretanto – foi desmarcado por Makukula e centrou rasteiro para Nuno Assis ficar a uma unha negra do remate fatal. Pena a excelência do corte do central alemão. Apesar de um assomo final do Nuremberga, a defesa do Benfica revelou muita concentração (Luisão em grande destaque), tendo Quim evitado mesmo, com uma bela defesa, uma desilusão à beira do fim. Feitas as contas de um jogo pragmático, o Benfica garantiu uma importante vitória e não sofreu golos em casa, o que lhe dá boas expectativas para a conclusão da eliminatória, que decorrerá dentro de uma semana em Nuremberga.
Texto: André Serafim